Make your own free website on Tripod.com

logdejavu.jpg

Capítulo XXVIII
Home
A Autora
Trailer
Personagens
Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V
Capítulo VI
Capítulo VII
Capítulo VIII
Capítulo IX
Capítulo X
Capítulo XI
Capítulo XII
Capítulo XIII
Capítulo XIV
Capítulo XV
Capítulo XVI
Capítulo XVII
Capítulo XVIII
Capítulo XIX
Capítulo XX
Capítulo XXI
Capítulo XXII
Capítulo XXIII
Capítulo XXIV
Capítulo XXV
Capítulo XXVI
Capítulo XXVII
Capítulo XXVIII
Capítulo XXIX
Capítulo XXX
Capítulo XXXI
Capítulo XXXII

Capítulo XVII

 Vidas que se Completam 


 

“Fomos andando mesmo, City Paranóia é um ovo! A Brida, é lógico, foi junto conosco, como uma cadelinha ensinadinha”

 

 

 

Leandro: Fanta-uva, quero primeiro te mostrar uma coisa na garagem.

 

Mayra: Ahn... tá bom.

 

 

 

 

“E lá fomos nós. Andamos até os fundos de sua nada-enorme-casa e o portão da garagem se abriu automaticamente...”

 



 
“Assim que entrei, reparei em tudo o que havia dentro da garagem..."

 

 

 

"Um verdadeiro santuário... com coisas minhas! Desde canetas mordidas e babadas, chicletes mascados por mim, colas de provas de Química impressas em papel transparente, fios de cabelo violeta, várias fotos minhas tiradas por ele e penduradas na parede, me pegando distraída no colégio, chegando em casa, cantando nos shows ou andando por aí com minhas amigas. Ele sabia tudo sobre mim muito antes de eu saber de sua existência!”

 

 


Mayra:
Você é um maníaco! O que é isso tudo?!?!

 

Leandro: Ahn.... é só a minha coleção de coisas suas....

 

 

 

“Olhando mais atentamente, foi aí que vi AQUELAS folhas arrancadas de meu caderno!”

 

 

 

Mayra: Ahhhh! Então finalmente descobri, foi você! Porque você arrancou essas folhas do meu caderno?

 

 

 

Leandro: Porque eram coisas tristes demais escritas. Você não ia precisar mais delas... então eu arranquei essas páginas tristes da sua vida para lhe dar somente páginas felizes daquele momento em diante!

 

 

 

“O Leandro estendeu o braço e me deu um embrulho.”

 

 

 

Mayra: O que é isso?

 

 

 

Leandro: Esse é o seu novo caderno. Quero que você escreva somente coisas boas e bonitas nele. Escreva sobre nós! Sobre a Brida! Sobre tudo de bom que estamos passando, fanta-uva!

 

 

 

Mayra: Ahn... obrigada, Leandro! Com certeza só terei coisas lindas para escrever aqui, pois agora minha vida está completa com você ao meu lado!

 

 

 

“Depois disso, ficamos sentados no tapete de zebra cor violeta estendido no chão de sua garagem e fiquei reparando em tudo o que havia lá dentro e pensando em quanto tempo ele demorou para ter juntar aquilo tudo. Coisas ali eu mal lembrava de ter tido, sequer perdido... outras não vejo desde o primeiro ano no colegial!”

 

 

 

"Passamos um tempão jogando conversa fora, até que ele se levanta e diz, meio louco"

 

 

 

Leandro: Preciso te mostrar uma coisa! Em meu quarto! Venha!

 

 

 

"E lá fomos nós outra vez. Saímos da garagem, passamos pelo jardim, entramos em sua casa e finalmente, em seu quarto"

 

 

 

Leandro: Venha aqui e abra este armário!

 

 

 

Mayra: Ok... e aí?

 

 

 

Leandro: Vê essas três caixas?

 

 

 

Mayra: Sim... o que tem elas?

 

Leandro: São suas! São os presentes que eu estava guardando para te dar nos aniversários que você comemorou, desde quando te vi pela primeira vez, aqui na rua, indo para o colégio, em seu primeiro dia de aula no ensino médio, mas não pude estar ao seu lado. Já fazem 3 anos desde a primeira vez que te vi, linda e sublime. Daquele dia em diante, minha vida não foi mais a mesma. Passei dias e mais dias te observando, tirando fotos suas, indo a todos os seus shows, te olhando na sala de aula... ai ai! E eu mal acredito que você está aqui agora, parece um sonho! Hum... pode pegar pra você esses embrulhos. E, ah, sim: parabéns!

 

 

 

 

“Ele me observava há três anos sem que eu ao menos o notasse! E nós sempre estivemos tão próximos um do outro... não tive escolha: comecei a chorar. Chorar loucamente!”

 

 

 

 Leandro: O que foi?!

 

“E eu não conseguia dizer uma palavra, as lágrimas falavam por mim. Foi nessa hora que me dei conta de tudo de bom que estava me acontecendo. Me arrependi de ter vivido sempre de cabeça baixa, me lamentando sozinha, não olhar para os lados pelo menos uma vez, pois isso já seria o suficiente para perceber que ele era o garoto perfeito que faria minha vida tomar um novo rumo....”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Os tempos se passaram, só que com uma grande diferença. Desse dia em diante, as lágrimas que escorriam pelo meu rosto não eram lágrimas de tristeza, e sim lágrimas de felicidade. Nunca havia sentido nada assim em toda a minha vida e agora iria sentir pelo resto dela.”

 

 

 

 

“Hoje, Dezembro do ano de 2007. Isso tudo aconteceu há 9 anos. Sim, sim! Nós não pegamos coisas velhas do Dexter para a Brida, isso só foi uma desculpa que o Leandro arranjou para me arrastar para a casa dele e mostrar todo aquele santuário pra mim! Depois disso, voltamos ao centro da cidade e compramos algumas coisinhas (novas) para a Brida. Passamos o resto da tarde arrumando tudo lá em casa. À noite, fomos para a festa da Talita... e depois disso, só alegrias: comemoramos 1 semana de namoro, depois 1 mês, fomos para a faculdade, terminamos o curso de Letras, fizemos nossa pós-graduação em Literatura Paranoidiana e logo em seguida conseguimos comprar nosso primeiro apartamento e nos casar oficialmente. Nós nos casamos há 3 anos já... como o tempo voa!”

 

 

 

“A Brida e o Dexter estão aqui conosco, essa é a nossa família. Linda e feliz, só que com uma integrante a mais: a Snow, filha da Brida. Quando Brida teve seus filhotes, não resistimos ao charme único de Snow e logo a adotamos. A Snow foi praticamente um presente de casamento dado pela Brida, pois ela nasceu uma semana antes de subirmos ao altar. Nós pretendemos fazê-la procriar o quanto antes! Já o Dexter, está bem velhinho... e cego. Não pôde procriar devido a catarata, que os médico-veterinários diziam ser hereditária. A Brida também está velhinha, mas continua com o espírito de filhote de sempre e ainda é a mãe protetora de sempre!”

 

 

 

 

“A Lis... bom, a última notícia que tive de Lis foi há uns 3 anos atrás, alguns dias após nosso casamento. Naquela época, Lis estava namorando com aquela garota, filha do Zé Ninguém, que ela conheceu em um de nossos shows. Ela se chama Ágata e parecia que elas estavam super bem uma com a outra. O pai de Ágata morreu e elas viraram as locutoras oficiais do Vozes do Subúrbio, que dava muita força pra galera que tá começando agora. Tempos depois, fiquei sabendo que a rádio fechou e elas ficaram desempregadas. Também fiquei sabendo que a Ágata prestou vestibular na Universidade de City Paranoia, mas não seu no que deu. Nunca mais ouvi falar delas, e a Lis nunca mais me procurou, mas lembro muito bem da última coisa que ela me disse, pelo telefone:"

 

 

 

Lis: Eu ainda te amo muito, Mayra! Eu sei que vou te amar até o fim dos meus dias...

 

 

 

 

“A nossa querida Isa Riot continua doida... só que trabalhando como jornalista em um jornal que ela mesma abriu já que, segundo ela mesma, não suporta receber ordens e seguir regras. Ela se formou ano passado, mas antes mesmo de receber o diploma já havia se tornado uma das jornalistas mais polêmicas da mídia de City Paranoia...”

 

 

 

Isa: Chega de chefe enchendo o meu saco e me obrigando a escrever coisas que não quero! Meu jornal irá revolucionar a maneira de se fazer jornalismo! HAHAHAHAHA!!!!

 

 

 

 “Agora ela mesma dita sua linha editorial, baseada no slogan de “Compromisso com a verdade nua e crua. Doa a quem doer”. O jornal – pasmem – ainda se chama Anarquia Já! e tem milhares - sim, MILHARES! - de assinantes. Ela até ganhou o Prêmio Paranóico deste ano! A Fiona, é claro, é sua assessora, enquanto não termina o curso de Psicologia com o qual sempre sonhou. As duas continuam brigando muito, mas no fundo, se adoram. Dizem as más línguas (inclusive os tablóides da cidade!) que Isa está saindo com um japonês que trabalha com ela, mas ela nega tudo de pés juntos. E a Fiona me disse da última vez que nos falamos que tem medo de dizer para a Isa que está saindo com alguém da sala dela...”

 

 

 

Fiona: Depois eu te ligo, ok querido? A chefe tá braba hoje... beijos!

 

 

 

Isa: Com quem você estava falando, posso saber?!

 

 

 

Fiona: Ahn... ahn...

 

 

 

Isa: HÁ! A MESMA IDIOTA DE SEMPRE!! NÃO SEI PORQUE TE CONTRATEI! SE EU DESCOBRIR QUE VOCÊ TAVA FALANDO COM ALGUM HOMEM NOJENTO E ASQUEROSO, EU TE BOTO NO OLHO DA RUA AGORA, OUVIU?? VOCÊ TÁ CANSADA DE SABER QUE HOMEM BOM É HOMEM MORTO, MAIS CEDO OU MAIS TARDE ELES VÃO TE MANDAR LAVAR AS CUECAS DELE ENQUANTO PULAM DE CAMA EM CAMA POR AÍ! MAS COMO EU SEI QUE TU ÉS UMA ENCALHADA DE UMA FIGA, ENTÃO NÃO PODIA ESTAR FALANDO COM NENHUM MACHO MESMO....

 

 

 

“Nossa banda nunca terminou oficialmente. Ela ainda existe, mas faz muito tempo que não tocamos pela falta de tempo. Isa, Fiona e Lis tocaram em nosso casamento... só que com a Lis nos vocais. Foi a melhor performance de Déjà Vu de todos os tempos! A Lis cantou com o coração e finalmente entendi uma parcela do que ela sente por mim: muita, mas muita consideração, respeito e amor.”

 

 

 

"No entanto, Isa ainda insiste em arriscar uma carreira musical e começou uma outra banda, com algumas garotas igualmente loucas que ela conheceu na faculdade."

 

 

 

"A banda se chama Barbies de Coturno e, desta vez - pasmem! - é Isa arrepiando nos vocais! E, por incrível que pareça, elas estão fazendo tanto sucesso por aqui que já conseguiram dois discos de ouro!"

 

 

 

“Nós não conseguimos um contrato com uma gravadora, mas nossa música tocou algumas vezes no rádio, já que a Lis passou a namorar a Ágata e tudo mais! E isso já vale o esforço de tantos anos!”

 

 


 

 "Minha mãe continua a mesma, minha avó apareceu em meu casamento e, desde então, aparece nos momentos mais... inoportunos, se é que me entendem!”

 

 

 

“No momento estou finalizando de escrever a minha primeira obra: Déjà Vu. É uma autobiografia. Quem quiser comprar, que aguarde pelo lançamento oficial na livraria de City Paranoia!”

 

 

 

"Enfim... somos felizes! Juntos!”

 

 

 

 

 

F........

 

 

 

 

 

 

Isa: EPA! Perae! Mas não acaba por aí, não! Esse fim aí é clichê demais! VOU VOMITAR!!!!!!

 

 

 

Isa: Não perca os últimos capítulos da série, O PLANO FINAL!

 

 

Não perca o próximo capítulo de Déjà Vu! \o/

*Todos os direitos reservados à Roberta Ayres Torres (Silly Girl) e Igor Akio Matsuoka - 2005/2006/2007/2008*