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Capítulo XX
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A Autora
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Personagens
Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V
Capítulo VI
Capítulo VII
Capítulo VIII
Capítulo IX
Capítulo X
Capítulo XI
Capítulo XII
Capítulo XIII
Capítulo XIV
Capítulo XV
Capítulo XVI
Capítulo XVII
Capítulo XVIII
Capítulo XIX
Capítulo XX
Capítulo XXI
Capítulo XXII
Capítulo XXIII
Capítulo XXIV
Capítulo XXV
Capítulo XXVI
Capítulo XXVII
Capítulo XXVIII
Capítulo XXIX
Capítulo XXX
Capítulo XXXI
Capítulo XXXII

Capítulo XVII

 DIAS DE NOSSAS VIDAS

 


“Ufa! Que dia louco eu tive ontem! Parece que vivi 17 anos em 24 horas... que loucura!”



 

“Estou com uma dor de cabeça incrível. E eu nem tomei muito champagne... ou bebi e nem percebi, no meio de tanta empolgação?”



 

“O que vou fazer hoje? O dia está lindo, tão alegre... nunca havia reparado que o mundo podia ser um lugar bonito de se viver!”



 

“Minha mãe, como sempre, não está. Ela sempre sai para trabalhar à noite e só volta de manhã. Mas já são 11 hrs da manhã e ela não está aqui. Deve estar fazendo hora extra... como sempre.”



 

“Ah, como eu queria ter uma mãe normal... que se preocupasse comigo, que conversasse comigo, que me ajudasse com essa bagunça. Queria tanto contar a ela tudo o que aconteceu comigo ontem, compartilhar toda a minha alegria, fazê-la saber que estou vivendo... mas sei que ela nem vai se importar. Sinto falta da minha avó...”



 

“Por falar nisso... acho que vou até o cemitério. Fica tão perto de casa. E já não o vejo como um local triste, e sim como um portal de comunicação direto com a minha vó. E, é claro, foi lá onde tudo começou entre eu e o Leandro”


 

 

 



*alguns minutos depois...*

 





 

“Cheguei ao cemitério e, como sempre, ele estava vazio. Os vivos se acham ocupados demais para se preocuparem com seus entes queridos que já partiram dessa pra melhor... mas, ué? O que a minha mãe está fazendo aqui?!”



 

Mayra: Mãe?




 

Mãe da Mayra (Mariana): Filha? O que... o que está fazendo aqui?
 

Mayra: Ué, você sabe que eu sempre venho aqui. Ei, porque está chorando?


 

“Ela enxugou as lágrimas, como se quisesse esconder seus sentimentos - eu eu sei o quanto isso é impossível de ser feito! Olhou em meus olhos e finalmente me respondeu:”

Mariana: Ah, Mayra... não se lembra? Hoje faz quatro anos que sua avó se foi.


 

Mayra: É mesmo?!?! Nossa... perdi a noção do tempo esses últimos dias. Ah, então foi por isso que... *então foi por isso que eu a vi ontem! Eu sempre a vejo perto de datas especiais... como meu aniversário, da minha mãe, do meu pai, o aniversário de morte do meu avô... e claro, o aniversário de morte DELA!”




 

Mariana: ... que a viu?



 

Mayra: É... mas eu sei que você não acredita em nada disso e que sua filha é uma doida varrida!



 

Mariana: Eu também a vi.


 

Mayra: Quê?!?


 

Mariana: Sabe, Mayra, quando cheguei em casa hoje de madrugada e vi a bagunça que você fez, eu fiquei muito brava. A caixa de pizza jogada no chão juntando moscas, as cinzas de fogos, o rádio ligado, uma garrafa e vários copos de champagne espalhados na cozinha.



 

Mayra: Errrr... foi mal, mãe.


 

Mariana: Mas antes de te acordar pra te dar bronca, acredite ou não, sua avó apareceu na minha frente... pela primeira vez! À princípio achei que estava delirando, mas não podia ser, era ela! E ela veio me dizer que você está vivendo a melhor época de sua vida e que eu não tinha o direito de estragar isso. Ela disse que eu deveria prestar mais atenção em você e que jamais me perdoaria pelo o que eu estava fazendo com a neta favorita dela.

 

Mayra: Uau...


 

Mariana: E eu pensei sobre isso, filha. Ela está certa! Desde que me separei de seu pai, há 12 anos, eu só te faço o mal, só pensei em mim mesma o tempo inteiro. Nunca parei pra te escutar, nem pra compartilhar tudo o que está acontecendo com você. Sempre te tratei com desprezo, parecia que eu queria descontar toda minha frustração em você. E isso não é justo! Ano que vem você vai para a faculdade e vou ficar sozinha, sem a minha única filhinha! Se eu pudesse voltar no tempo... te daria uma infância e adolescência felizes...




 

Mayra: Poxa, mãe...

Mariana: Sei que é duro escutar isso tudo. Mas já tinha passado da hora de eu acordar pra vida e deixar de pensar em mim mesma. Você não faz idéia do quanto sua avó abriu meus olhos. Você me perdoa, Mayra?



 

Mayra: Claro, mãe...


 

Mariana: Que bom, filha. É um alívio. Se arrependimento matasse, eu já estaria morta e enterrada... eu sinto muito, filha. Por tudo o que você passou nessa vida. Você é o meu bem mais precioso desse mundo!


 

“E ficamos ali, abraçadas, olhando para o túmulo da vovó. Eu mal podia acreditar que ela havia dito aquele monte de coisas pra mim! Tudo o que não conversamos a vida inteira, falamos naqueles minutos. E foi uma conversa de mãe e filha... algo que nunca havia experimentado minha vida toda”


 

“Para fazer com que ela se sentisse melhor e menos arrependida, contei a ela tudo o que aconteceu comigo ontem. Desde o Leandro até a música no rádio. Do jeito que uma filha contaria a uma mãe...”



 

Mariana: Filha, que lindo! O Leandro deve ser um rapaz maravilhoso. Pois eu quero conhecê-lo o mais rápido possível.

 

Mayra: Não se preocupe, mãe! Oportunidades não faltarão!


 

“E ali estávamos, unidas, finalmente. Como mãe e filha... e neta.”

 

 

 

Não perca o próximo capítulo de Déjà Vu! \o/

*Todos os direitos reservados à Roberta Ayres Torres (Silly Girl) e Igor Akio Matsuoka - 2005/2006/2007/2008*